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Estes trechos foram retirados do livro: "Televisão: Nem Babá Eletrônica Nem Bicho-Papão".
(mais informações sobre o livro, consulte a bibliografia do trabalho, no final desta página).


"A tarefa mais importante e mais difícil na educação de uma criança é ajudá-la a encontrar significado na vida. Se alguém quer ter a verdadeira consciência da sua existência, sua maior necessidade (e mais difícil de realizar) é encontrar um significado em sua vida. A tal ponto que muitas pessoas desistem de viver porque esse significado lhes escapou".

"A televisão é uma força, mas uma força entre muitas. Ela não atua isoladamente, assim como a sociedade não é homogênea. As crianças, além das diferenças individuais, têm diferentes níveis sociais, culturais, econômicos, de informação, de sociabilidade, de convivência e de ambiente. Tiveram contato com pais diferentes, pessoas diferentes, e foram submetidas a situações diferentes. Suas experiências, suas relações, suas aquisições, sua auto-imagem, suas expectativas de futuro têm uma grande importância quando a criança vê tevê."

"A influência da televisão, segundo o professor Ernst Emrich depende da freqüência e da intensidade com que a criança se utiliza da tevê. Maus telespectadores (não seletivos e viciados) resultarão quase sempre, em filhos prejudicáveis pela TV. Quanto menor a interação da família, quanto menor a verbalização e o diálogo entre pais e filhos, maior a possibilidade de que a criança não aproveite a televisão e, ao contrário, seja prejudicada por ela."

"Os efeitos da televisão sobre a criança são de ordem física, emocional, sensorial, cognitiva, e do comportamento. A programação infantil deve levar em conta esses efeitos, de tal forma que um programa seja capaz de provocar a atividade física da criança, enquanto outro provoque-a emocionalmente e outro leve ao desenvolvimento dos sentidos. Deve haver programas para ampliar o conhecimento e outros, para propiciar um bom desenvolvimento social e do comportamento."

"Deve ficar claro que não há uma programação infantil, porque as crianças não se limitam aos chamados horários infantis. Assim, programação infantil passa a ser tudo o que a criança vê ou pode ver na TV."

"Mas como é um bom programa infantil? Depois de mais de 10 anos fazendo programas infantis, Walter Flemmer escreveu: 'Aprendi que um programa infantil deve ser, antes de mais nada, um programa de televisão para ser um bom programa'. E mais, que 'televisão para criança é quando a criança vê televisão'. "

"Um bom programa, basicamente, deve ser em linguagem televisiva, com bom ritmo, boa cor, atrativo, com boa estória, muita ação. E os programas infantis devem ser variados, do teleteatro à reportagem, do noticioso aos musicais, do show aos documentários, do programa de debates ao esporte, das competições à entrevista, todos os programas para a criança e não infantilizados."

"Uma boa programação infantil, é aquela para a criança e não pela criança. A programação infantil deve ser centrada na criança, nas suas carências e nas suas necessidades. A criança deve ser reconhecida como parceira interessada e como indivíduo, com direito a relax espiritual. Ela tem direito a programas de dois tipos (tal como as suas brincadeiras): imitativos e fantasiosos. Nos imitativos, ela terá uma visão da realidade (mesmo quando houver dramatização, como é o caso de alguns dos melhores documentários de Walt Disney). Nos fantasiosos ela deve perceber que fantasia é fantasia, alguma coisa bastante diferente de um assunto de mentira".

"Nós conhecemos os limites da televisão, mas acreditamos na sua potencialidade, principalmente em relação ao público infanto-juvenil. Só convém não exagerar, não esperar demais. E começar a trabalhar com responsabilidade para fazer desse público mais um campeão de audiência e a nossa próxima atração."

Bibliografia

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