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Evolução dos programas infantis

Até o final da década de 70, programas educacionais e divertidos foram os focos das TVs brasileiras. A época de transição aconteceu nos anos 80, quando houve o aparecimento de programas infantis voltados apenas para o entretenimento, esquecendo-se da educação.

Primeiro foram as turminhas que eram os apresentadores dos programas, como Balão Mágico, da TV Globo, que era comandado por Simony e tinha como destaques o personagem Fofão e a música "Balão Mágico".

Logo depois vieram as adultas, de preferência loiras, para apresentá-los como o Xou da Xuxa, da TV Globo, tendo como características: cenário colorido, muitas brincadeiras, musicais com os ídolos da garotada e desenhos animados. Comandado por Xuxa Meneghel. E sem esquecer, do reino dos palhaços, que começou com o palhaço Arrelia e depois vieram Bozo e Vovó Mafalda.

Essa transição foi marcada pela transmissão, cada vez maior, de desenhos animados internacionais na programação infantil. Por um lado isso foi bom, pois os desenhos são divertidos e alegres, e existem ainda aqueles que são educadores e inteligentes. Porém em sua maioria, são violentos ou demonstram uma violência implícita, como Tom e Jerry, Pica-Pau, Pernalonga, além dos japoneses,Cavaleiros do Zodíaco, Shurato, Dragon Ball.

Além disso, esses programas com brincadeiras levaram as crianças aos auditórios e apesar de ter o seu lado positivo, que é o contato do apresentador com a criança, ou seja, interação, há o seu lado negativo, que é a vontade que a criança passa de não poder ir até o auditório para brincar e com isso, vem a frustração.

Todas as crianças e adolescentes reconhecem a Xuxa como a pioneira nesse tipo de programa, porém segundo Tatiana Belinky, escritora de livros infanto-juvenis, a primeira mulher a fazê-lo foi Virginia Lane, na década de 50. Outro fator interessante é que essa fórmula dá certo até os dias de hoje, senão Angélica, Eliana e Jackeline não estariam fazendo sucesso. Além disso, há uma semelhança entre todas essas apresentadoras: a forma física impecável. Esse detalhe traz a tona outra questão: se elas realmente estão capacitadas para apresentar qualquer coisa que seja para as crianças?

Não se pode esquecer que houve uma morena que conseguiu reinar por algum tempo com a criançada, a Mara Maravilha, que apresentava um programa no SBT às tardes e um tal de malandro que era engraçado e cativante. Depois vieram os programas com cachorros falantes, crianças-adolescentes tornando-se apresentadores mascarados e duas bananas de pijamas.

Todos eram ou ainda são programas de sucesso, que chamam a atenção das crianças e usam de artifícios como desenhos, gincanas sofríveis ou imagens da Disney. A partir de todo este cenário surge uma questão interessante: onde fica o apelo didático à TV infantil? Não fica, porque ela não está em lugar algum. Falta o apelo didático.

O início de tudo, depois...
Evolução dos programas infantis
Ainda bem que existem exceções
Produto, produto, produto
Tudo pela audiência

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